Desde o fim do período feudal as relações sócio-econômicas, principalmente no mundo ocidental, começaram a se desenvolver estruturando as bases do que hoje chamamos ‘capitalismo’. Durante este processo, considerável parcela das nações gradualmente aderiu a este novo sistema e, nos últimos anos, inclusive sociedades caracterizadas como contrárias à este modelo - antigas União Soviética, China e Cuba - extenderam suas atividades econômicas aproximando-se, constantemente, do sistema capitalista.
Cada vez mais consolidado como modelo comercial, o sistema cujo foco essencial são os fins lucrativos reflete seus princípios no modo de vida das pessoas que nele se inserem. Característica como o consumismo; ato onde se consome produtos e serviços indiscriminadamente sob influência que propagandas, programas de TV e cinema, etc, exercem sobre cada indivíduo. Paralelamente a este processo, podemos dizer que a prosperidade produtiva, logo monetária, das civilizações cresce ao passo do desenvolvimento tecnológico. Após a torrente Revolução Industrial e, consigo, fortalecimento do até então dito liberalismo, gerou crescente desenvolvimento de maquinários e, posteriormente, eletrônicos. O principal reflexo deste desenvolvimento evidencia-se na produtividade em si; cada vez mais rápida e em maior escala, resultando em itens mais acessíveis e com maior qualidade.
Somando-se estes dois fatores compreende-se que, estando num contexto onde o constante giro de capital é indispensável para a manutenção do equilíbrio econômico bem como tendo acesso facilitado à aquisição de bens, faz-se necessário e posteriormente quase intrínseco ao homem destas sociedades o desejo de consumir.
Contudo, por mais que a premissa de obtenção permeie o intento das pessoas, a frequentemente atormentada vida rotineira dos cidadãos, associada à tormenta de opções e informações tende a dificultar o encontro daquilo específico que se procura e objetiva. Às pessoas são constantemente ‘empurrados’ itens que não teriam senão pela pressão exercida pela sociedade como um todo, tendo como forte `representante` a publicidade, e não lhes é fornecido meios de gerir seus interesses tendo suas vontades como ponto inicial.
Visando promover subsídios para que cada indivíduo tenha facilidade de obter aquilo que procura, esta proposta consiste numa rede social direcionada para intermediar as relações comerciais. As instituições comerciais devem, sim, ter direito à ofertar o que quiserem, mas fazê-lo para aqueles que desejem saber sobre aquilo que estão a oferecer. Em suma, questões como oferta, distribuição e preço devem ser regidas pela demanda popular, e tal característica deve ser revertida para os sistemas de vendas; cada qual deve exprimir o que almeja para que, então, sejam expostas diante de si as alternativas dentro de um filtro pré-definido.
Marina B. G. Back
Rodrigo Dalcanale Campelo
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